Nome popular: Mandaçaia Gênero: Melipona Risco de Extinção: Não ocorre
A Mandaçaia, do indígena “vigia bonito”, é uma abelha robusta que mede entre 8 e 12 mm de comprimento. Tem cabeça e tórax pretos, abdômen com quatro listras amarelas brilhantes e asas cor de ferrugem. Existem duas subespécies: a Melipona quadrifasciata quadrifasciata (MQQ), de regiões frias e úmidas, e a Melipona quadrifasciata anthidioides (MQA), de regiões quentes e secas.
COMPORTAMENTO:
São mansas. Quando se sentem ameaçadas sobrevoam intensamente sobre as pessoas, esbarrando na pele, podendo morder com suas mandíbulas.
ALCANCE DE VOO:
2 km
POPULAÇÃO:
900 abelhas
MEL:
O mel da Mandaçaia é muito apreciado, de coloração bem clara, às vezes quase transparente. Produz em média 500 ml a 1,5 litro por ano.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
(✔) genética
( ) realeira
NINHO:
A entrada possui raias convergentes de barro e é sempre protegida por uma abelha vigia. A abertura só permite a passagem de uma abelha por vez. As células de cria são horizontais ou helicoidais envoltas por um invólucro. Os potes de alimento são ovais.
Para preservar esta espécie, plante:
FORRAGEIO:
Gabiroba (Campomanesia pubescens)
Camboatá-vermelho (Cupania vernalis)
Arnica do Campo (Eupatorium maximiliani)
Nomes populares: Maria seca, Mosquitinha verdadeira, Mosquito, Jati Gênero: Tetragonisca Risco de Extinção: Não ocorre
A Jataí é uma abelha pequena, com cerca de 4 a 5 mm, de cor amarelo-ouro, coxas pretas e abdômen e pernas alaranjadas. É uma espécie bem adaptada aos centros urbanos, fazendo ninhos em buracos na parede, postes de luz e até carburadores de carro.
COMPORTAMENTO:
São territoriais. Colônias fortes têm comportamento defensivo, dando pequenos beliscões ou grudando cerume nos intrusos.
ALCANCE DE VOO:
1 km
POPULAÇÃO:
4 a 5 mil abelhas
MEL:
O mel de Jataí é saboroso e bastante procurado por suas propriedades medicinais. Produz em média 500 ml a 1,5 litro por ano.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
( ) genética
(✔) realeira
NINHO:
A entrada do ninho é formada por um tubo construído de cerume com pequenos orifícios na parede que é fechado à noite e só é reaberto pela manhã. O tubo permite a passagem de várias abelhas ao mesmo tempo. As células de cria são horizontais sobrepostas, envoltas por um invólucro. Os potes de alimento são ovais. Há também depósitos de resinas viscosas e de cera branca pura.
Nome popular: Mirim Preguiça Gênero: Friesella Risco de Extinção: Não ocorre
A Mirim Preguiça é uma abelha pequena medindo cerca de 3 mm e possui coloração cinza-opaca devido à pilosidade do corpo. Recebe este nome por iniciar suas atividades apenas quando a temperatura se aproxima de 20 °C. Seu voo é diferenciado, pois antes de pousar na flor, faz uma espécie de dança em zigue-zague.
COMPORTAMENTO:
Muito mansas e frágeis. Não apresentam nenhum comportamento de defesa.
ALCANCE DE VOO:
500 metros
POPULAÇÃO:
300 abelhas
MEL:
Produzem mel em quantidade mínima, sendo totalmente consumido pela colônia.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
( ) genética
(✔) realeira
NINHO:
A entrada do ninho consiste em um tubo pouco saliente de cerume branco-amarelado que é fechado à noite. As células de cria podem ser favos irregulares com ausência de invólucro. Os potes de alimentos são redondos, feitos de cera clara, podendo estar sobrepostos. Produz pequenos depósitos de própolis puro e viscoso.
Mourões de cerca e pilastras de madeira.
Nas cidades, essa abelha é encontrada em ocos variados em muros de pedra, tijolos vazados e caixas.
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Uruçu Amarela
Melipona rufiventris
Nomes populares: Uruçu Amarela, Tujuba, Tiúba Gênero: Melipona Risco de Extinção: Perigo crítico de extinção
A Uruçu Amarela é uma abelha endêmica do Cerrado, de porte robusto e que chega a medir de 10 a 12 mm. Seu corpo é amarelo, com pêlos abundantes cor de ouro. Seu nome deriva do tupi “eiru su”, que significa “abelha grande”. Existem várias espécies de Uruçus distribuídas pelo Brasil, sendo importante criar a espécie que ocorre naturalmente na sua região.
COMPORTAMENTO:
Quando importunadas, têm comportamento defensivo e mordiscam a pele dos intrusos.
ALCANCE DE VOO:
2,5 km
POPULAÇÃO:
3 a 4 mil abelhas
MEL:
É muito saboroso e procurado por suas propriedades medicinais. Produz em média de 2 a 4 litros por ano.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
(✔) genética
( ) realeira
NINHO:
A entrada do ninho é formada por raias convergentes de batume (mistura de resina e barro) e permite a passagem de uma abelha por vez. As células de cria são horizontais, sobrepostas e de igual tamanho, envoltas por um invólucro. Os potes de alimento são ovais, medindo cerca de 4 cm.
Nomes populares: Mandaguari, Canudo Gênero: Scaptotrigona Risco de Extinção: Não ocorre
A Tubuna é uma abelha que mede cerca de 7 mm, possui coloração negra e brilhante, asas fumê e duas listras ao final de seu abdômen. Recentemente foi descoberto que, para alimentar suas larvas, a Tubuna se associa a um fungo que cresce na superfície dos seus favos de cria. É uma excelente produtora de própolis.
COMPORTAMENTO:
É uma espécie bastante defensiva. Quando ameaçada, enrola nos cabelos, mordisca a pele e deposita própolis nos intrusos.
ALCANCE DE VOO:
1 km
POPULAÇÃO:
2.000 a 5.000 abelhas
MEL:
Muito saboroso e rico em propriedades medicinais.
A Tubuna é uma grande produtora de mel, produzindo em média 3 litros por ano.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
( ) genética
(✔) realeira
NINHO:
A entrada do ninho é em forma de funil e composta por cerume. As células de cria são horizontais, sobrepostas e envoltas por invólucro. Os potes de alimento são ovais, medindo de 2,5 a 3,0 cm de altura.
Nome popular: Boca de sapo Gênero: Partamona Risco de extinção: Não ocorre
A Boca de Sapo mede entre 6 e 7 mm, tem coloração negra brilhante e asas maiores que a sua extensão corporal. É uma abelha de grande importância para a polinização de espécies arbóreas, por ser uma grande coletora de pólen.
COMPORTAMENTO:
É uma abelha defensiva. Ao se sentir ameaçada deposita própolis, enrosca no cabelo e mordisca os intrusos.
ALCANCE DE VOO:
1600 km
POPULAÇÃO:
10 mil abelhas
MEL:
Seu mel é aguado, mas muito saboroso. No entanto, a produção é mínima.
FORMAÇÃO DE RAINHA:
( ) genética
(✔) realeira
NINHO:
A entrada é feita de barro com própolis e tem um formato que lembra a boca de um sapo, daí deriva seu nome popular. Esta espécie costuma construir o ninho em estruturas aéreas como galhos e telhados. As células de cria são horizontais sobrepostas ou helicoidais, envoltas por um invólucro. Os potes de alimento são ovais e de coloração amarela.